“LAFÕES – MEMÓRIA E IDENTIDADE”
Memória e Identidade
Por Terras de Lafões
Em Vouzela, uma doçura intemporal num cenário deslumbrante
A Vila de Vouzela situa-se em plena região de Lafões, em equidistância de São Pedro do Sul e Oliveira de Frades. É detentora dum património histórico riquíssimo e duma beleza natural invulgar.Banhada pelo Rio Vouga a norte, e pelo Rio Zela a sul, a Vila aparece-nos rodeada da verdura de que se revestem os montes do Castelo e Gamardo, e se estende por todo o Vale de Lafões, ignorando as fronteiras de cada concelho, criando uma identidade própria abrangente ao todo lafonense, numa sintonia perfeita e verdadeiramente única.
Mas, desta vez, a nossa atenção está focada no centro de toda essa linda região de Lafões, concretamente, em Vouzela, para falarmos desta terra e destas gentes. Gentes hospitaleiras, que sabem receber o visitante com um sorriso aberto, de simpatia autêntica.
As origens de Vouzela perdem-se na bruma dos tempos, abundando testemunhos de povoamento humano que remontam aos tempos do Paleolítico. Rica em termos de património histórico edificado Vouzela é hoje uma terra que bem combina o passado com o presente.
A actividade mais relevante, até finais dos anos setenta do século passado, era a agricultura, de mistura com a criação de gado, de espécies locais próprias, que possibilitou a produção da célebre Vitela de Lafões, conhecidíssima pela sua textura, o seus aspecto e paladar únicos.
Mas, a partir do início dos anos oitenta e com a adesão de Portugal à CEE, a indústria de confecções assumiu, um papel importante na região despoletando um maior desenvolvimento e alterando os hábitos de vida das populações.
Uma preocupação mais séria com o arranjo urbanístico da sede do concelho determina alterações bem visíveis no casario bastante centrado em torno dos principais eixos viários da Vila.
Um moderno parque encimado pelo viaduto dos caminhos de ferro, hoje desactivado mas totalmente recuperado, espelha-se nas águas do Zela.
Mais abaixo uma ponte romana une as margens do rio dando continuidade a uma “rua-museu” ladeada de casas senhoriais cada uma contando a sua história. E que histórias, meu Deus!... Que doçura se produz em Vouzela!
Os pastéis de Vouzela, folares, cavacas, caladinhos, raivinhas, queijadas... uma imensa variedade de doces, parte deles de origem conventual, constitui um cartão de visita realmente notável.
Aquela delícia conhecida como “Pastéis de Vouzela” merece, sem margem para dúvidas, a coroa de ouro!
Falámos com a família Castanheira que faz estes famosos pastéis há mais de sessenta anos.
De origem conventual, a receita foi fornecida à família Castanheira por uma senhora que trabalhou num convento.
A família terá tido acesso à “ receita,” já que falamos da forma ímpar de fazer uma delícia também ela invulgar em termos de qualidade e originalidade, por uma feliz coincidência e, justiça seja feita, por um gesto de boa vontade duma defunta senhora, conhecida por “Cardoza”.
Dá-se como certo que a lúcida e feliz matriarca da família Castanheira terá recebido esse bem guardado segredo de um irmão; irmão esse, que por sua vez o recebeu da referida senhora” Cardoza”. E porquê? Perguntará o leitor.
Ora bem. Estávamos noutros tempos. A gratidão não de publicitava; praticava-se! Esse senhor, fruto de serviços que terá prestado à dita “Cardoza” e sua família, foi recompensado com o tal “segredo,” ou seja: a forma de confeccionar esta maravilha!
Depois… bem depois foi ele mesmo quem transmitiu esse valioso tesouro a sua irmã, envolvendo toda a Família Castanheira nesta maravilhosa arte de bem fazer ao paladar, e que, até hoje, tem perdurado, dando fortes garantias de continuar nas gerações seguintes. Para já, passou para uma filha e genro, já vai num neto… e assim irá continuar, para a felicidade de todos quantos, hoje e no futuro, provem esta “delícia dos deuses”.
Convém, entretanto, referir que os pastéis de Vouzela não são exclusivamente produzidos pela família Castanheira. Se é verdade que esta é, talvez, aquela que mais “história” tem no fabrico dos pastéis, não deixa de ser igualmente verdade que, pelo menos, mais dois pontos de produção desta iguaria, marcam presença em Vouzela, com distinta qualidade.
Poderá, assim, o leitor encontrar, com relativa facilidade, em todas as pastelarias e na grande maioria nos cafés, os “Pastéis de Vouzela” e demais doçaria tradicional desta terra. E, com toda a certeza, daqui levar uma inesquecível recordação que, mais cedo do que tarde, o trará novamente a estas “ Terras de São Frei Gil,”, em pela Região de Lafões.
Trabalho de grupo elaborado no âmbito do Curso EFA – 3, de Técnicas de Apoio à Gestão, por:
Helena Ferreira
Teresa Marques
Jorge Matos
Em Vouzela, uma doçura intemporal num cenário deslumbrante
A Vila de Vouzela situa-se em plena região de Lafões, em equidistância de São Pedro do Sul e Oliveira de Frades. É detentora dum património histórico riquíssimo e duma beleza natural invulgar.Banhada pelo Rio Vouga a norte, e pelo Rio Zela a sul, a Vila aparece-nos rodeada da verdura de que se revestem os montes do Castelo e Gamardo, e se estende por todo o Vale de Lafões, ignorando as fronteiras de cada concelho, criando uma identidade própria abrangente ao todo lafonense, numa sintonia perfeita e verdadeiramente única.
Mas, desta vez, a nossa atenção está focada no centro de toda essa linda região de Lafões, concretamente, em Vouzela, para falarmos desta terra e destas gentes. Gentes hospitaleiras, que sabem receber o visitante com um sorriso aberto, de simpatia autêntica.
As origens de Vouzela perdem-se na bruma dos tempos, abundando testemunhos de povoamento humano que remontam aos tempos do Paleolítico. Rica em termos de património histórico edificado Vouzela é hoje uma terra que bem combina o passado com o presente.
A actividade mais relevante, até finais dos anos setenta do século passado, era a agricultura, de mistura com a criação de gado, de espécies locais próprias, que possibilitou a produção da célebre Vitela de Lafões, conhecidíssima pela sua textura, o seus aspecto e paladar únicos.
Mas, a partir do início dos anos oitenta e com a adesão de Portugal à CEE, a indústria de confecções assumiu, um papel importante na região despoletando um maior desenvolvimento e alterando os hábitos de vida das populações.
Uma preocupação mais séria com o arranjo urbanístico da sede do concelho determina alterações bem visíveis no casario bastante centrado em torno dos principais eixos viários da Vila.
Um moderno parque encimado pelo viaduto dos caminhos de ferro, hoje desactivado mas totalmente recuperado, espelha-se nas águas do Zela.
Mais abaixo uma ponte romana une as margens do rio dando continuidade a uma “rua-museu” ladeada de casas senhoriais cada uma contando a sua história. E que histórias, meu Deus!... Que doçura se produz em Vouzela!
Os pastéis de Vouzela, folares, cavacas, caladinhos, raivinhas, queijadas... uma imensa variedade de doces, parte deles de origem conventual, constitui um cartão de visita realmente notável.
Aquela delícia conhecida como “Pastéis de Vouzela” merece, sem margem para dúvidas, a coroa de ouro!
Falámos com a família Castanheira que faz estes famosos pastéis há mais de sessenta anos.
De origem conventual, a receita foi fornecida à família Castanheira por uma senhora que trabalhou num convento.
A família terá tido acesso à “ receita,” já que falamos da forma ímpar de fazer uma delícia também ela invulgar em termos de qualidade e originalidade, por uma feliz coincidência e, justiça seja feita, por um gesto de boa vontade duma defunta senhora, conhecida por “Cardoza”.
Dá-se como certo que a lúcida e feliz matriarca da família Castanheira terá recebido esse bem guardado segredo de um irmão; irmão esse, que por sua vez o recebeu da referida senhora” Cardoza”. E porquê? Perguntará o leitor.
Ora bem. Estávamos noutros tempos. A gratidão não de publicitava; praticava-se! Esse senhor, fruto de serviços que terá prestado à dita “Cardoza” e sua família, foi recompensado com o tal “segredo,” ou seja: a forma de confeccionar esta maravilha!
Depois… bem depois foi ele mesmo quem transmitiu esse valioso tesouro a sua irmã, envolvendo toda a Família Castanheira nesta maravilhosa arte de bem fazer ao paladar, e que, até hoje, tem perdurado, dando fortes garantias de continuar nas gerações seguintes. Para já, passou para uma filha e genro, já vai num neto… e assim irá continuar, para a felicidade de todos quantos, hoje e no futuro, provem esta “delícia dos deuses”.
Convém, entretanto, referir que os pastéis de Vouzela não são exclusivamente produzidos pela família Castanheira. Se é verdade que esta é, talvez, aquela que mais “história” tem no fabrico dos pastéis, não deixa de ser igualmente verdade que, pelo menos, mais dois pontos de produção desta iguaria, marcam presença em Vouzela, com distinta qualidade.
Poderá, assim, o leitor encontrar, com relativa facilidade, em todas as pastelarias e na grande maioria nos cafés, os “Pastéis de Vouzela” e demais doçaria tradicional desta terra. E, com toda a certeza, daqui levar uma inesquecível recordação que, mais cedo do que tarde, o trará novamente a estas “ Terras de São Frei Gil,”, em pela Região de Lafões.
Trabalho de grupo elaborado no âmbito do Curso EFA – 3, de Técnicas de Apoio à Gestão, por:
Helena Ferreira
Teresa Marques
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